outubro 14, 2004

Latada 2004!

Orelhas de burro, saco do lixo vestido. Os caloiros estão em fila indiana ordenados por cursos. Todos unidos por uma corda e claro muitas latas presas às pernas. A Irmandade Iscspiana da Latada está pronta a marchar.
"Olha o Zé Caloiro!" - gritam uns apontando para minha pessoa. Pois é. O filme exibido na Magna Abertura Solene do Ano Escolar a.k.a Aula Fantasma era o de há dois anos atrás. Ao que parece ninguém conseguiu encontrar o meu número de telefone, cof cof, ou se calhar não escavaram o suficiente... No fim do filme, como é costume, lá aparece o Zé Caloiro - que sou eu. Mas este ano, pelo referido acima, tiveram de arranjar um sósia!!! Como diria a Dona inocência: "Não acreditam? Acreditem que é verdade!".
Mas voltemos à Latada. Foi hoje. Mas não é que toda a gente (pronto, pronto, QUASE toda a gente...) me conheceu. Até eu já tenho um sósia, mas pelos vistos não muito bom, porque todos souberam apontar o original, lolada.
O Zé Caloiro é de Comunicação Social e sendo um vetereno do 5º ano fez questão de acompanhar os ignorantes caloiros do seu Curso durante o desfile. O nosso refrão, como não podia deixar de ser: "SEXO! ORGASMO! TESÃO! É TUDO COMUNICAÇÃO!". E o obrigatório: "É I, É S, É CSP!". Paragem obrigatória na Lusíada: "Ó PAPÁ PAGA-ME UM CURSO QUE EU SOU BURRO QUE NEM UM URSO!"
Depois a caminhada em silêncio e em descompressão até ao grandioso e nostálgico Palácio Burnay. Aqui procede-se há habitual divisão por sexos e jogos de praxe habituais.
Confesso que já não metia os pés e restante corpo no Palácio há muito tempo. E foi grande a estranheza de ver aquilo vazio, sem vida iscspiana a pulsar lá dentro. Alguns momentos nostálgicos que me vieram à mente quando entrei:


  • o corredor da morte: onde se juntavam os iscspianos roendo as unhas fervorosamente, encavalitando-se uns em cima dos outros para ver as notas dos exames.
  • a Dona Fátima a mandar-nos calar na Secretaria para que os respectivos funcionários pudessem trabalhar e o ar abafado que a Secretaria tomava sempre por causa da sua exiguidade espacial.
  • estar à espera que nos viessem trazer os livros na infame Biblioteca antiga e a esplanada da mesma.
  • o jardim tropical com pássaros que cantavam todos os dias.
  • o som da Ponte 25 de Abril.
  • encontrar qualquer pessoa em cinco minutos.
  • a exígua cantina e o complementar "Flor de Tondela"(ah! o Tondela! Que já reabriu entretanto).
  • as aulas de Matemática com o Cal Vazquez das 10h às 13h com 15 minutos de intervalo. Nestes, o professor jogava matrecos com o pessoal e era exímio - era boato comumo facto dele fazer a análise combinatória da segunda derivada cada vez que jogava, lolada total. Grande convívios na Matinal e na Bolaria.
  • os grandes programas da Rádio Burnay.
  • os jogos de futebol no Chinquilho - golos com "golpe de vista", eheh.
  • e tanto mais que não me recordo agora...

E para o ISCSP não vai nada, nada, nada? TUDO!!!

1 Comments:

Blogger Rui Mira said...

"...as aulas de Matemática com o Cal Vazquez das 10h às 13h com 15 minutos de intervalo."

E eu estava lá e recordo-me disso...grandes aulas mesmo! ;) Mas melhor era estar ao pé de Belém e se poder comer uns pastéis de vez em quando. Pelo menos quando lá fui ctg foi assim!!! :D

É a nostalgia a tomar conta do ISCSPiano Ricardo! :)

Eu é que não vou ficar em Janeiro com mtas saudades do Técnico...ufa...tá quase (atenção, não é como o Taveira!!!!) :D:D

9:21 da manhã  

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